Os necessários fazem o site funcionar. Os outros medem quais páginas ajudam e quais anúncios trazem quem precisa da DM11. Você escolhe, e pode rever pelo rodapé.
TPN · TRUSTED PARTNER NETWORK
O programa de segurança de conteúdo da Motion Picture Association mudou em setembro de 2025, e quase todo material em português ainda descreve o modelo antigo, de dois escudos. Vale entender o novo antes de começar, porque o estúdio lê o relatório inteiro e boa parte do processo fica visível para ele enquanto acontece.
A DM11 prepara sua empresa e conduz a implantação. Quem avalia é um assessor credenciado pela TPN, escolhido e contratado por você dentro da plataforma TPN+, e o relatório é revisado e publicado pela própria TPN. A DM11 não é assessor credenciado e não vende adesão.
Quem conduz a preparação
ISO/IEC 27001 Lead Auditor certificado pela BSI
CISA, auditoria de sistemas de informação
Equipe própria de pentest para a avaliação das aplicações
17 anos de governança, riscos e conformidades
O QUE É, E O QUE O MERCADO ESCREVE ERRADO
TPN é o programa de segurança de conteúdo da Motion Picture Association. Ele mantém as MPA Content Security Best Practices, hoje na versão 5.3.1, e opera a plataforma TPN+, onde o prestador responde a avaliação e o dono de conteúdo consulta o resultado. São mais de mil e quinhentos parceiros em mais de sessenta países, e é ali que o estúdio olha antes de procurar você.
Aqui vale ajustar a expectativa com calma, porque muda o jeito de conduzir o projeto. O guia oficial explica que a avaliação e o escudo não funcionam como aprovação, certificação ou pass/fail: cada dono de conteúdo toma a própria decisão, baseada em risco, usando o resultado da TPN como ponto de partida. Na prática isso favorece quem se prepara bem, porque o estúdio lê o conteúdo do relatório e não apenas a cor do escudo.
Azul publica as respostas que você mesmo deu ao questionário. Prata significa que um assessor credenciado conferiu evidência contra essas respostas e o relatório foi publicado, com plano de remediação seu. Ouro significa que os itens de remediação das melhores práticas foram fechados e revisados pela TPN. Ouro estrela acrescenta as recomendações adicionais fechadas.
Nas versões anteriores das melhores práticas existiam só dois escudos, azul e ouro, e aquele ouro correspondia ao que hoje é prata: relatório publicado com plano de remediação. Na versão atual, ouro exige a remediação efetivamente fechada. A régua subiu, e é por isso que vale conferir sobre qual versão foi emitido o escudo que a sua empresa ou o seu concorrente exibe.
A segurança é medida por serviço, por site e por aplicação, e vista isolada nenhuma dessas partes conta a história inteira. Uma empresa com três instalações não recebe um escudo só. Definir o que entra no escopo é a primeira decisão do projeto, e é a que mais mexe no custo.
A TPN recomenda incluir no perfil as aplicações desenvolvidas em casa e as licenciadas. Se a aplicação web armazena, processa ou transfere ativo de conteúdo, e o portal por onde o cliente sobe o master quase sempre faz isso, a avaliação de aplicação é recomendada. Fica de fora do escopo de quem só pensou nas instalações físicas.
A adesão é anual, definida pela faixa de faturamento do ano anterior, e é ela que dá visibilidade no registro e o direito de fazer a avaliação na plataforma. O custo da avaliação é separado e negociado com o assessor, que define escopo e preço com você. É a surpresa de orçamento mais comum, e ela aparece depois da assinatura.
QUEM COSTUMA PRECISAR
Quem trabalha com conteúdo de estúdio e plataforma de streaming raramente escolhe a hora. A exigência chega pronta, dentro de um contrato que já está na mesa.
Dublagem, legendagem, mixagem, pós-produção, finalização, VFX e localização. O estúdio incluiu TPN na renovação e deu prazo. Esse é o caso mais comum, e é também o mais apertado, porque o prazo foi definido por quem não sabe o que existe dentro da sua operação.
O registro do TPN+ é onde o dono de conteúdo pesquisa fornecedor. Estar visível ali, com escudo, coloca sua empresa numa lista curta que hoje se monta sem você. É a única razão desta página que não nasce de uma exigência: nasce de venda.
Muita empresa responde o questionário, publica o escudo azul e considera o assunto resolvido. Quando o cliente pede evidência conferida por terceiro, descobre que azul é declaração própria, e que a resposta otimista dada meses antes agora é a régua contra a qual o assessor vai olhar.
HISTÓRIAS
Trocamos os nomes dos clientes com o mesmo sigilo que vai proteger a sua empresa depois. Os nomes mudam, o padrão dos problemas se repete. Quando o cliente autoriza, mostramos referências com nome numa conversa.
Dublagem e legendagem
A empresa preencheu o questionário sozinha, marcou como atendida quase toda pergunta e publicou o escudo azul. Meses depois, um cliente pediu avaliação com evidência. Ao abrir as respostas para preparar o assessor, boa parte não tinha documento nenhum por trás: existia a prática, não existia o registro.
Refizemos o questionário item a item, exigindo evidência anexada para cada resposta antes de aceitá-la. Onde o controle existia de fato, organizamos a prova. Onde não existia, virou plano com responsável e data. E deixamos claro para a diretoria quais respostas precisariam mudar de sentido na republicação.
A avaliação foi feita sobre respostas que se sustentavam, sem a cena de o assessor descobrir a diferença. O trabalho maior foi de arquivo e não de tecnologia: quase tudo que faltava era prova de uma coisa que já era feita.
Pós-produção e finalização
O material do cliente circulava na mesma rede do e-mail e do sistema administrativo, e a estação de finalização tinha saída livre para a internet. Havia câmera na porta e controle de visitante no papel, então a percepção interna era de que a segurança física estava resolvida e o problema era outro.
Separamos a rede de produção do resto, com regra explícita do que pode sair e para onde. Tratamos a mídia removível, que era o caminho real de saída de conteúdo, e revisamos o acesso às ilhas por função em vez de por pessoa. A parte física ganhou registro, porque câmera sem retenção e sem quem revise não é evidência.
O escopo ficou menor do que a empresa temia. Ao isolar produção do administrativo, metade dos controles deixou de se aplicar ao ambiente inteiro e passou a valer só onde o conteúdo realmente está.
Distribuição e entrega de conteúdo
A empresa preparou as instalações com cuidado e esqueceu a aplicação web pela qual os clientes enviavam e baixavam material. Como o portal era um sistema interno antigo, ninguém o tratou como parte do ambiente de conteúdo, e ele nunca tinha passado por um teste.
Colocamos o portal no escopo e rodamos teste de intrusão na aplicação antes de qualquer avaliação. Encontramos controle de acesso quebrado entre contas de clientes diferentes, corrigimos, e só então incluímos a aplicação no perfil da plataforma.
A falha que mais importava não estava no prédio, estava no login. Corrigida antes de a avaliação começar, ela não virou item de remediação público nem conversa com o estúdio.
AUTODIAGNÓSTICO
As três primeiras perguntas classificam o seu caso: o que o cliente pediu, o que você presta e onde o conteúdo é trabalhado. As outras passam pelos temas que as melhores práticas cobrem. O resultado aparece inteiro na tela, com a nota de cada tema e uma leitura honesta do que ainda não se sustenta. Não pedimos e-mail para mostrar.
A leitura de cada área, nas três faixas de resultado. É o mesmo texto que chega por e-mail a quem se identifica, publicado aqui para quem quer entender o que a nota mede antes de responder.
Abaixo de 50
Sem mapa do caminho do conteúdo e sem alguém que responda por ele, não há como dizer o que entra na avaliação nem quem decide o que é aceitável. É a lacuna que trava todas as outras, porque cada tema abaixo depende de saber onde o material está. O primeiro passo custa uma tarde: sentar com produção, TI e coordenação e desenhar num quadro por onde o conteúdo entra, onde é trabalhado, onde fica guardado e por onde sai, incluindo a casa de quem trabalha de fora. O desenho vira a lista de instalações e aplicações candidatas ao escopo, e é ele que a primeira conversa com um assessor vai pedir.
De 50 a 79
O mapa existe na cabeça das pessoas, o que funciona até o dia em que a pessoa está de férias ou a nuvem entrou depois do último desenho. Na prática isso significa que a resposta sobre onde o conteúdo está muda conforme quem responde, e é essa divergência que aparece na entrevista do assessor. O que costuma faltar é a atualização depois de mudanças que ninguém tratou como mudança de segurança: um novo portal, um cliente que passou a mandar por outro caminho, uma equipe que passou a trabalhar de casa. Fixe um gatilho simples, revisar o mapa sempre que entrar cliente novo ou ferramenta nova, e defina por escrito quem tem a palavra final quando produção e segurança discordarem.
80 ou mais
O caminho do conteúdo está mapeado e alguém responde por ele com autoridade real, que é a posição da qual sai um escopo defensável. O que separa esta faixa do que o assessor espera é a justificativa das exclusões: para cada instalação ou aplicação que ficar de fora, é preciso conseguir explicar por que o conteúdo do cliente não passa por ali. O próximo passo concreto é escrever essa lista de fora do escopo com uma linha de motivo em cada item, antes de contratar avaliação. É o documento que evita a pior surpresa desta faixa, que é o escopo crescer depois do orçamento fechado.
Abaixo de 50
Sem separação física entre produção e o resto da empresa, praticamente todo controle digital que você implantar convive com uma porta aberta ao lado. Em estúdio isso é concreto: alguém do administrativo atravessa a ilha, um visitante espera sentado onde a tela está ligada, o elenco circula com celular na mão. Comece pela demarcação, mesmo simples: definir quais salas são área de conteúdo, quem está autorizado a entrar em cada uma e trancar o que ainda não tranca. Depois disso, credencial individual e uma lista de autorizados mantida por alguém já resolvem a maior parte do que se pergunta aqui.
De 50 a 79
Existe porta, chave e provavelmente câmera, e o que falta é a disciplina em volta: a chave que circula, a exceção informal para o elenco e o cliente, a gravação que ninguém revisa e cujo prazo de retenção ninguém sabe. É o achado mais frequente nesta faixa, e o assessor chega nele perguntando o que acontece quando um ator famoso chega atrasado e a sessão já está montada. Trate a exceção de frente: escreva a regra com a exceção dentro dela, dizendo quem autoriza e onde fica registrado, em vez de manter uma regra que todo mundo sabe que se quebra. Defina também o prazo de retenção das imagens e quem revisa o registro de entrada, ainda que por amostragem mensal.
80 ou mais
A parte física está entre as suas forças, e ela é a que mais impressiona numa visita presencial do assessor. Nesta faixa o risco deixa de ser o controle e passa a ser a prova de que ele opera todo dia: lista de autorizados com data da última revisão, registro de visitante que alguém assinou, evidência de que a revisão das imagens aconteceu. Separe agora uma pasta com três meses desses registros, porque é exatamente o que será pedido e é o que costuma existir em papel solto. Vale também conferir se as áreas novas, sala de storage montada às pressas ou ilha extra alugada para um pico de trabalho, entraram na mesma regra.
Abaixo de 50
Este é o tema em que a operação brasileira mais destoa do que as melhores práticas assumem, porque metade do trabalho passa por freelancer, elenco e estúdio parceiro sem vínculo. Nota baixa aqui significa que pessoas de fora tocam o conteúdo sem nada assinado e que o acesso delas depende de alguém lembrar de encerrar. O ganho mais rápido é um termo de confidencialidade curto, específico para conteúdo, assinado antes do primeiro acesso, com o arquivo guardado num lugar que se ache em trinta segundos. Em seguida vem o checklist de saída, que é o teste que o assessor faz sozinho: ele pede a lista de quem trabalhou nos últimos meses e confere se os acessos ainda estão ativos.
De 50 a 79
As peças existem para quem é registrado e falham exatamente onde o volume está: no freelancer, no artista externo e no parceiro que recebeu material para dar conta do prazo. O sintoma clássico é o acesso que fica ativo depois do projeto e o HD emprestado que ninguém cobrou de volta. Amarre o encerramento ao fim do trabalho e não à memória de alguém, com dono definido e registro do dia em que foi feito. Do lado dos parceiros, o passo seguinte é saber para onde o material foi: uma planilha simples de o que saiu, para quem e quando já responde a pergunta que hoje ficaria sem resposta.
80 ou mais
O ciclo de pessoas está coberto, inclusive para quem não é registrado, e isso é raro no setor. O que costuma faltar nesta faixa é a reavaliação de quem já está dentro: parceiro avaliado uma vez na entrada e nunca mais, freelancer recorrente cujo termo é de dois anos atrás. Defina uma cadência de reconferência para os parceiros que recebem material com frequência e trate a subcontratação em cadeia, que é quando o seu parceiro repassa para outro sem avisar. Uma cláusula que proíba repasse sem autorização escrita resolve no contrato o que seria impossível descobrir depois.
Abaixo de 50
Produção e administrativo na mesma rede é o achado que mais assusta o dono de conteúdo, porque significa que um clique no e-mail errado alcança a estação onde o master está aberto. Nota baixa aqui costuma vir junto de conta compartilhada nas ilhas, que é o outro item que aparece rápido numa conferência. A ordem por retorno é conhecida: separar a rede de produção com regra explícita do que pode sair e para onde, depois acabar com o login coletivo, depois ligar a segunda etapa no acesso remoto e nas contas administrativas. Nenhum dos três depende de compra grande, e os três mudam a conversa com o assessor mais do que qualquer documento.
De 50 a 79
Existe alguma separação e falta a regra que a torna útil: a VLAN está lá, mas a estação de finalização navega livre, ou a segunda etapa existe no e-mail e não no acesso remoto. Vale lembrar que este tema tem só duas perguntas no diagnóstico, então a sua nota diz menos do que nos outros, e a leitura completa do ambiente exige olhar o que ficou de fora do questionário: correção de falhas, atualização de estações e o que roda em nuvem. O passo concreto é escrever a regra de saída da rede de produção, dizendo quais destinos são permitidos, e revisar quem tem acesso a quê por função em vez de por pessoa. Uma varredura do ambiente de produção mostra em ordem de gravidade o que este questionário não perguntou.
80 ou mais
A base digital está no lugar, e nesta faixa o que decide é a exceção: a estação antiga que não aceita a política, a conta de serviço do sistema de render, o fornecedor com acesso permanente que entrou uma vez e ficou. Exceção documentada com uma compensação vale numa conferência; exceção que ninguém mapeou é o que vira apontamento. Liste as suas exceções agora, com o motivo e o que compensa cada uma, enquanto o assunto ainda é seu. Como o diagnóstico cobre pouco deste tema, considere um teste técnico no ambiente de produção antes da avaliação, porque é ele que confirma se o desenho que existe no papel é o que está rodando.
Abaixo de 50
Não saber quantas cópias de um título existem é a lacuna mais cara deste diagnóstico, porque é a que impede qualquer promessa ao cliente sobre devolução e destruição. Em pós e finalização as cópias se multiplicam sozinhas: proxy, render antigo, versão de backup, a pasta pessoal do editor, o HD que foi para casa num fim de semana. Comece por um levantamento de onde há conteúdo hoje, storage por storage e máquina por máquina, e apague o que não deveria mais existir antes de tentar controlar o que fica. Só depois vale montar o registro de entrada e saída de mídia e trancar o armário, porque controlar fluxo novo com estoque desconhecido embaixo não resolve o problema.
De 50 a 79
Você sabe onde está o master e perderia a conta das cópias de trabalho, que é justamente o que o contrato do estúdio costuma tratar. O outro sintoma desta faixa é o descarte por espaço: apaga quando o storage enche, e não quando o prazo combinado venceu, sem registro nenhum do que saiu. Guardar depois do prazo é descumprimento de contrato mesmo quando ninguém reclama, e é uma das poucas coisas aqui que se resolve com decisão em vez de investimento. Defina o prazo por cliente ou por projeto, coloque data de expiração junto do projeto quando ele é aberto e registre a execução do descarte com o que foi apagado e por quem.
80 ou mais
O controle de cópias e de mídia está maduro, o que é incomum e vale ser mostrado ao assessor de forma organizada, não descoberto por ele. Nesta faixa o ponto de atenção é a borda: o backup antigo em fita ou nuvem fria que não entra na conferência periódica, e o material de projeto encerrado que ficou como referência interna sem o cliente saber. Reveja a política de retenção contra o que os contratos realmente exigem, cliente por cliente, porque a regra única costuma ser mais generosa do que o contrato mais rígido permite. Guarde a evidência de destruição junto do encerramento de cada projeto, e não numa pasta separada, para que a prova apareça quando o projeto for amostrado.
Abaixo de 50
Sem caminho oficial de envio e recebimento, o conteúdo sai pelo que estiver mais à mão no aperto do prazo: link público, nuvem pessoal, aplicativo de mensagem. É a rota de vazamento mais comum do setor e a mais difícil de reconstruir depois, porque não fica registro de quem baixou. Escolha um caminho único, com controle de acesso e registro de download, e trate a adoção como problema de produção, não de TI: se o caminho oficial for mais lento que o atalho, o atalho vence. Enquanto o caminho não existir, evite publicar resposta favorável neste tema, porque é o item que o assessor testa pedindo para ver o histórico de um envio recente.
De 50 a 79
A ferramenta oficial existe e a produção usa outra quando o prazo aperta, o que é a resposta honesta da maioria dos estúdios e também o achado que mais aparece. Investigue os atalhos antes de proibi-los: quase sempre há um motivo real, tamanho de arquivo, cliente que exige o próprio portal, revisor que não consegue instalar nada. O passo concreto é fechar a lista de caminhos permitidos, incluindo os portais que os clientes impõem, e desligar o que sobrar. Em paralelo, ligue a identificação por destinatário e a expiração nos envios de cópia de trabalho, que é o que permite descobrir de onde vazou quando um material aparece onde não deveria.
80 ou mais
A entrega está controlada, e esse é o tema em que a nota alta mais protege a relação com o estúdio, porque é onde o dano seria público. O que costuma escapar nesta faixa é a aplicação em si: o portal por onde o cliente envia e baixa material é um elemento com avaliação própria, e quase nunca passou por teste técnico. Um teste de intrusão nessa aplicação antes da avaliação é o investimento com melhor retorno da sua posição, porque falha de controle de acesso entre contas de clientes diferentes é o achado grave mais comum e não aparece em questionário nenhum. Corrigida antes, ela não vira item de remediação visível para quem está te avaliando.
Abaixo de 50
Sem plano escrito, a primeira decisão depois de um vazamento é tomada no susto, por quem estiver disponível, e costuma ser a errada: apagar rastro, avisar tarde, ou avisar o cliente antes de saber o que aconteceu. O plano não precisa ser longo. Precisa dizer quem é acionado, quem decide, o que se preserva antes de mexer, e em quanto tempo o cliente é avisado. Esse prazo você não escolhe: vá aos contratos dos seus clientes e leia a cláusula de notificação, porque é ela que manda e costuma ser mais curta do que qualquer processo interno suportaria. Duas páginas escritas nesta semana valem mais do que um plano completo daqui a seis meses.
De 50 a 79
Existe plano de TI e ele trata de sistema fora do ar, não de conteúdo do cliente na internet, que é um incidente com relógio contratual correndo e comunicação para fora. Se o plano nunca foi ensaiado, ele ainda é uma hipótese: no papel todo mundo sabe o que faz, e na prática ninguém sabe quem liga para o estúdio às onze da noite de sexta. O próximo passo é uma mesa de duas horas com quem decide de verdade, diretoria, produção e TI, sobre um cenário concreto do seu negócio: um episódio inédito aparece num grupo de mensagens antes da estreia. Registre o que travou e ajuste o plano com o que apareceu, porque é esse registro que transforma o plano em evidência.
80 ou mais
Plano escrito e ensaiado é o tema em que menos empresas do setor chegam onde você chegou, e ele é o que mais tranquiliza o dono de conteúdo, porque o que ele teme não é você errar, é você esconder. Nesta faixa o valor está em manter o ciclo vivo: cada incidente ou quase incidente deveria mudar alguma coisa, um controle, um roteiro ou um treinamento. Guarde o registro do último exercício com a data e os ajustes aplicados depois, porque é a pergunta que fecha a entrevista. Vale ainda alinhar o plano com os prazos de notificação de cada contrato novo que entrar, já que cada estúdio escreve o seu de um jeito.
COMO CONDUZIMOS
A ordem aqui importa mais do que em qualquer outra norma desta página, por um motivo específico: boa parte do processo é visível ao dono de conteúdo enquanto acontece. Questionário respondido, relatório publicado e plano de remediação em aberto aparecem para quem está avaliando você. Por isso a preparação vem antes da publicação, e não depois.
Levantamos onde o conteúdo do cliente realmente circula, que quase nunca é só onde a empresa imagina. Definimos os sites e as aplicações que entram na avaliação, separamos o ambiente de produção do administrativo onde for possível e traduzimos as melhores práticas para o tipo de serviço que a empresa presta.
Mapa de onde o conteúdo entra, é tratado, é guardado e sai
Sites e aplicações definidos no escopo, com justificativa de cada exclusão
Escudo alvo definido, com o que ele exige em cada caso
Leitura das melhores práticas aplicada ao seu serviço
Marco de entregaEscopo aprovado pela diretoria, com o custo da avaliação já dimensionado com o assessor.
Respondemos o questionário internamente, item a item, sem aceitar resposta sem evidência anexada. É o oposto de preencher rápido para publicar o azul: aqui a resposta otimista é o problema, porque ela fica visível e vira a régua contra a qual o assessor vai conferir evidência depois.
Questionário respondido com evidência anexada em cada item
Lista de lacunas em ordem de risco para o conteúdo
Plano com responsável e data para cada lacuna
Recomendação sobre o que publicar agora e o que esperar
Marco de entregaNenhuma resposta marcada como atendida sem documento que a sustente.
Implantamos com seu time, e as duas frentes correm juntas. Do lado físico e organizacional, acesso, mídia removível, visitante, registro e segregação de rede. Do lado da aplicação, teste de intrusão nas aplicações do escopo, com correção verificada antes de o assessor entrar, e não depois.
Segregação entre ambiente de produção e ambiente administrativo
Controle de acesso, mídia removível e registro implantados
Teste de intrusão nas aplicações do escopo, com reteste
Repositório de evidências organizado no formato que o assessor espera
Marco de entregaLacunas de alto risco fechadas e verificadas, com evidência arquivada.
Você escolhe o assessor credenciado na plataforma e ele define escopo e preço. Acompanhamos a avaliação do seu lado, preparamos quem vai ser entrevistado e organizamos o que for pedido. Publicado o relatório, conduzimos o plano de remediação até o fechamento dos itens, que é o que separa o prata do ouro.
Time preparado para as entrevistas do assessor
Acompanhamento durante toda a avaliação
Plano de remediação estruturado, com prazo realista
Condução do fechamento dos itens até a revisão pela TPN
Marco de entregaRelatório publicado e itens de remediação fechados e revisados.
QUANTO TEMPO LEVA
É a referência que o guia oficial dá para o primeiro escudo de um site ou de uma aplicação, e ela é honesta como ponto de partida. Não publicamos prazo próprio, porque prazo publicado vira promessa, e aqui a variação é grande. O que segue são os três fatores que mais mexem no relógio, e a primeira conversa já mostra em qual deles a sua empresa está.
Um site e uma aplicação é um projeto. Quatro instalações e um portal com integrações é outro completamente diferente, e cada elemento tem avaliação própria. Escopo é a variável que mais pesa, e por isso é a primeira coisa que fechamos.
Azul depende só de responder com honestidade e ter evidência. Prata acrescenta o tempo do assessor. Ouro depende de fechar de fato cada item de remediação, e esse é o trecho que mais escapa do controle, porque envolve investimento e obra em algumas empresas.
Quem tem ISO 27001 em operação chega com gestão de acesso, registro, terceiros e resposta a incidente prontos, e economiza meses. O que não se aproveita é a parte específica de conteúdo, que é onde a maioria dos projetos gasta o tempo.
OS PAPÉIS SÃO SEPARADOS
Aqui a separação é da própria estrutura do programa, e não uma escolha nossa. A avaliação é feita por um assessor credenciado pela TPN, escolhido por você no TPN+, que define escopo e preço diretamente com a sua empresa. O relatório é revisado e publicado pela TPN, e o fechamento da remediação também passa por revisão dela. Preparar e avaliar são papéis diferentes, e misturá-los tiraria o valor do resultado justamente para quem vai lê-lo.
A DM11 prepara, implanta e acompanha. Não é assessor credenciado
Você escolhe o assessor dentro da plataforma, e a escolha é sua
A adesão é contratada por você diretamente com a TPN
Quem publica o relatório e revisa a remediação é a TPN
PERGUNTAS FREQUENTES
As dúvidas que aparecem em quase toda primeira reunião, respondidas sem rodeio.
Não. O guia oficial afirma que a avaliação e os escudos não são aprovação, certificação nem pass/fail, e que cada dono de conteúdo toma a própria decisão, baseada em risco, usando o resultado como ponto de partida. O termo certificação TPN circula bastante no mercado brasileiro, inclusive em material de fornecedor, mas não descreve o que o programa entrega. O que existe é escudo, e ele diz em que estágio da avaliação a sua empresa está.
Azul publica as respostas que você mesmo deu ao questionário, sem conferência de terceiro. Prata significa que um assessor credenciado conferiu evidência contra essas respostas e teve o relatório publicado, com plano de remediação apresentado por você. Ouro significa que os itens de remediação das melhores práticas foram fechados e revisados pela TPN. Ouro estrela acrescenta o fechamento das recomendações adicionais.
Vale a pena conferir sobre qual versão ele foi emitido. Nas versões anteriores das melhores práticas existiam apenas dois escudos, azul e ouro, e aquele ouro significava relatório de assessor publicado com plano de remediação, que é o que hoje corresponde ao prata. Desde setembro de 2025, sobre a versão 5.3.1, ouro exige a remediação fechada e revisada. Quanto à validade, o azul deve ser atualizado anualmente e prata, ouro e ouro estrela valem dois anos a partir da publicação do relatório.
Precisa. A adesão é anual, definida pela faixa de faturamento bruto do ano anterior, e é ela que dá visibilidade no registro do TPN+ e o direito de completar a avaliação na plataforma. O custo da avaliação é separado e combinado com o assessor. O questionário azul tem acesso liberado antes do pagamento, o que permite usá-lo como diagnóstico gratuito, e é exatamente assim que recomendamos começar: como diagnóstico interno, sem publicar.
A TPN recomenda incluir no perfil as aplicações desenvolvidas em casa e as licenciadas, e recomenda avaliação de aplicação quando ela armazena, processa ou transfere ativo de conteúdo. Na prática isso alcança o portal por onde o cliente envia e baixa material, que é justamente o que costuma ficar de fora quando a empresa pensa só nas instalações físicas. É também onde encontramos os achados mais graves.
Ajuda bastante, e mais do que a maioria espera. Gestão de acesso, registro e monitoramento, gestão de terceiros, resposta a incidente e a disciplina de manter evidência se aproveitam quase inteiros. O que não se aproveita é a parte específica de conteúdo, que trata de como o material do cliente circula, é guardado, é copiado e sai da sua empresa. É aí que o projeto gasta o tempo, e é aí que a ISO 27001 não chega.
Traga o texto do contrato e uma lista das suas instalações. Dizemos o que precisa entrar no escopo, qual escudo responde à exigência e o que dá para fechar antes de qualquer coisa ficar visível no registro.
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